25 de jan de 2011

Pequeno

Parece tão maior. A vida, os rumos, as pedras e as feridas. Parece tão maior que eu - insignificante ao se comparar. E assusta. É tão verdade que às vezes as pessoas me vêem recolhido no canto, com medo do maior. Porque normalmente se tem medo do que é maior e não está nas nossas mãos, incontrolável - apesar de parecer mais dramático do que considero ser, vou deixar esse adjetivo -, mas é só normalmente.

Viver dá medo porque é desconhecido e inseguro. E eu vacilo antes de me arriscar, pois não é certeza. Certeza é ponto e não reticência. Eu me sinto tão reticência hoje, assim como ontem. E só me resta procurar um jeito de mudar o amanhã, porque agora tá tarde, o sol já se pôs e nem vi o pôr-do-sol hoje.

Então espero - até quando, Deus? - pela mudança e eu, indeciso, nesse receio que me priva, talvez perca meu tempo, raro tempo em que poderia ter menos medo de viver e mais coragem de me entregar, de olhos fechados e sem pensar duas vezes, nesse abismo que eles chamam de vida.

4 comentários:

Quaresma disse...

o bom da vida é viver sem saber como se deve fazer, porque daí o tempo passa e a gente vê que sabia de tudo desde o começo. (:

beijas, meu lindo :*

Thaís A. disse...

Essa insegurançaé um problema. A gente não pode deixá-la nos controlar, nunca. E sobre a mudança, não adianta esperar ): Só acontece se você tentar.

Tamires Buliki. disse...

As vezes é difícil de acreditar, mas é bem isso que devemos fazer... Viver! Nada como um dia após o outro para responder todas as suas dúvidas!
Beijo, querido.

Thaís A. disse...

cadê você? DDDDDDDDDDDD: