18 de mai de 2010

Rascunho

Rabiscos. Eles sempre existem. É só olhar meu rascunho pra perceber que eu não gosto de muita coisa que eu escrevo. Mas isso não importa muito.

A pior parte, pra mim, é começar. Depois, fica mais fácil, flui. Gasto algum tempo pensando no que escrever, que tema abordar, um assunto legal pra uma narrativa, talvez. Depois da escolha, duas coisas podem acontecer.

Primeira: uma avalanche de ideias, desorganizadas, que me confundem e não me dão tempo pra passa-los para o papel (ou tempo pra digitar) e eu fico tentando lembrar o que eu ia escrever.

Mas também pode acontecer de nada acontecer. Fico preso na mesma ideia, sem encontrar uma forma de expandi-la, de torná-la texto, estruturá-la. E aquela ideia fica escrita no papel, solitária (ou acompanhada de rabiscos inúteis). E isso acontece com mas frequência do que eu gostaria de admitir.

Alguns não dizem que depois de um tempo a gente pega o jeito da coisa? Eu quero tanto que eles estejam certos.

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