13 de abr de 2012

Essa mania de brincar


Escrito por um alterego.


A mesma história, com os mesmos protagonistas, os mesmos coadjuvantes, o mesmo cenário. Apenas o tempo avançou alguns meses, o que não foi suficiente para que o roteiro fosse diferente. Repetição por vacilo meu, confesso, porque mesmo depois dos mil conselhos ouvidos, insisti em algo que eu acreditava ser nosso, mas que talvez tenha sido um projeto só meu desde o início. Só esqueceste de me avisar... Tudo bem, como me disseste tantas outras vezes: c'est la vie, não é mesmo?

Todos os conselhos que eu até então ignorava voltam à tona. Os irônicos e cabalísticos "depois, depois" e os "quem faz uma, faz duas vezes" que eu tanto ouvi, fazem com que o papel de tola me caia feito uma luva. Mas já cansei de me preocupar...

Enquanto mais uma vez o brilho de um brinquedinho novo fez com que me deixasse pra trás, eu fico aqui pensando se é certo lamentar outra vez pelo mesmo erro que cometi. Mas depois de um tempo, eu cheguei a conclusão de que uma sensação de alívio cai muito melhor. E, por favor, esquece esse papo de "ainda quero tua amizade", porque NUNCA vai rolar isso. Aproveita o tempo em que tentas te fazer de bom moço - na tentativa de me deixar em stand by de novo - e vai curtir teu novo brinquedinho. Mas ó, quando te cansares dele, não espera que eu esteja aqui de novo, assim como da última vez. Melhor fazer a pilha desse aí durar até conseguires outro novo.

Não que eu torça pela tua infelicidade, mas se a vida se encarregasse de te dar uma lição, eu ficaria grata, pois talvez assim tu encares de vez que uma hora terás que crescer. Essa brincadeira de bagunçar a vida dos outros não tem a mínima graça, nem mesmo pra jogadores recorrentes como tu.

2 comentários:

Raíssa Bahia disse...

Andaste lendo a minha biografia? Se sim, quem a escreveu? rsrsr Menino, que coisa bacana! É muito bom ler um texto desse e ver que tu não foste a única a sofrer desse mal (Não que eu me sinta agraciada pela desgraça alheia). É interessante ver que as pessoas se dizem diferentes, entretanto, em essência só existem duas grandes distinções: Existem as que sofrem e as que fazem sofrer, entretanto, as duas coexistem em nós e nós somos os responsáveis pela escolha de qual delas seremos. Engraçado ver que o mundo é movido por sentimentos, ações, dores e histórias universais, o que muda é a personagem principal. Adorei.

Amanda Campelo disse...

~escorrendo lágrimas~
N sabia o que comentar,então faço minhas as palavras da blogueira chata aí de cima,