7 de set de 2013

I love you too, Português

Photo: weheartit
Se você me conhece ou pelo menos conviveu algum tempo comigo, deve saber que eu sou apaixonado por inglês. Isso tudo é culpa da música. Desde pequeno sempre gostei mais de músicas internacionais e até hoje ainda prefiro cantar I love you a Eu te amo. E depois da música vieram os filmes, o cursinho de inglês, as séries, hoje os livros, e então o inglês nunca mais saiu da minha vida - tendo sido, inclusive, considerado como possibilidade na hora de escolher o que eu ia fazer na faculdade. Apesar de todo o meu amor pela língua e, consequentemente, pela cultura, isso não significa, de maneira nenhuma, que eu não goste do bom e velho português.

Mesmo acreditando que gostar de certa língua não anula o fato de eu poder gostar de outra, já ouvi muitas pessoas dizendo que eu "deveria dar mais valor a cultura do meu país". Não vou entrar, assim como não entrei, na discussão de qual cultura é melhor - até porque isso não é uma competição, não existe vencedor. O que algumas pessoas não entendem é que eu não desprezo a minha cultura, longe disso. Só que assim como eu me identifico com elementos da cultura brasileira, eu também me identifico com a cultura de outros países. Ainda bem que hoje é possível conhecer praticamente o mundo inteiro. Santa Globalização! (Não sei do que seria de mim se eu não conhecesse um pouco da cultura coreana e não escutasse K-Pop hoje.)

O fato é que identificação com elementos de uma cultura não te leva, necessariamente, a exclusão de outra. Tanto é que, por mais amor que eu tenha pela língua inglesa, prefiro imensamente ler textos escritos em português - sejam eles de autoria brasileira ou bem traduzidos. Nada flui tão bem, na minha opinião, quanto a junção das palavras e a construção das frases de um texto em português - ou em brasileiro, como preferir. Sujeitos, predicados, apostos, vocativos, advérbios, frases, orações, períodos e o que mais a nossa complexa língua nos puder permitir. Eu acho isso lindo. Assim como eu também acho lindo o inglês das músicas Alanis, do Paramore, dos livros da JK Rowling, o coreano cantado pela Ailee, o francês das músicas pop que Jenifer faz, o espanhol literário e jornalístico de Gabriel Garcia Márquez e o que mais eu puder agregar ao meu gostar. Agregar sempre, não excluir.

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